Operações de Câmara e Vídeo
Curso
Comunicação Audiovisual e Multimédia (ULP)
Grau|Semestres|ECTS
Licenciatura | Semestral | 6
Ano | Tipo de unidade curricular | Lingua
1 |Obrigatório |Português
Total de horas de Trabalho | Tempo de Contacto (horas)
150 | 60
Código
ULP728-10507
Disciplinas complementares recomendadas
Não aplicável
Modalidade de Ensino
Face-a-face
Precedências
Não
Estágio profissional
Não
Conteúdos Programáticos
A cinematografia como forma de arte, engloba em si mesma um enorme conjunto de manifestações artísticas , originando uma nova e completa forma artística, englobando artes plásticas, artes verbais, artes sonoras , artes do palco, além dos contornos artísticos que as técnicas empregues exigem.
Reflexão sobre as possibilidades de interligação entre diferentes artes.
Processos de codificação e descodificação nos objetos fílmicos. Relações emissor ¿ receptor.
Analise das diferentes possibilidades técnicas e estéticas utilizadas pela cinematografia:
- Conceitualização - ligação ao realismo intensa, pelo tempo sempre presente na vídeo/grafia, quer no registo quer na projeção. ¿
- Pragmatismo conceptualizado ¿ exploração das imensas possibilidades oferecidas na montagem e pós-produção de imagem e som. Cada fotograma pode ser sempre alterado e redimensionado. O vídeo restitui a duração real, ao mesmo tempo que torna possível variar permanentemente o ritmo da narrativa. ¿
Objetivos
A narrativa cinematográfica pode centrar-se sobre a sua "língua" - estrutura da realidade - assim como sobre a sua "fala" - elemento empírico, imediato - baseado nos dois tipos de narraçã7. A estrutura do nosso pensamento, as nossas concepções habituais, muitas delas ligadas à própria natureza do homem, é formada pela cultura verbal, cultura na qual a fala humana tem o papel de sistema de comunicação de base. Como verbal visa a comunicação com outro indivíduo. Cada letra junta-se uma outra a fim de formar uma palavra que por sua vez, se junta a uma outra dando origem a uma narrativa219. O outro tipo de narrativa faz-se com uma combinação de sinais ( num único plano) que originam a transformação de um mesmo e único sinal - narrativa por imagens.¿Os sistemas não verbais, os constituídos em circuito fechado, têm tendência para serem substituídos pela narrativa verbal enquanto tipo dominante de comunicação221. O mesmo acontece aquando da presença de uma narrativa eminentemente verbal;
Conhecimentos, capacidades e competências a adquirir
Focar o valor complexo de uma mensagem é, pois, criar uma situação manifestamente contraditória, pois o texto aparece sobrecarregado por limitações suplementares que vão juntar-se às normas da língua, desde a rima ao ritmo.
No entanto, todas estas inércias estruturais, dadas desde o inicio do texto, caso se encontrassem rigorosamente realizadas da mesma maneira, a construção artística estaria inteiramente automatizada e não poderia ser um agente de informação.
Para evitar isto, o texto constrói-se como um intercâmbio de comunicação de estruturas opostas, das quais algumas cumprem uma função de automatização, introduzindo séries de arranjos rítmicos, e outras contrariam o automatismo da estrutura, perturbam a inércia da probabilidade e asseguram ao sistema uma não previsibilidade elevada. Um texto sem tema não nos fala com uma única voz, mas como um intricado coro de estrutura polifónica.¿Entrecruzam-se nele sistemas particulares de uma organização complexa.
Metodologias de ensino e avaliação
- Conceitualização - ligação ao realismo intensa, pelo tempo sempre presente na vídeo/grafia, quer no registo quer na projecção.
- Pragmatismo conceptualizado ¿ exploração das imensas possibilidades oferecidas na montagem e pós-produção de imagem e som. O vídeo restitui a duração real, ao mesmo tempo que torna possível variar permanentemente o ritmo da narrativa.
- Espaço /tempo variáveis ¿ A partir de uma imagem real há possibilidade de construir uma narrativa anulando o conceito espaço e tempo da narrativa linear.
Eminentemente experimental, seguindo o exemplo do iniciado pelo cinema, procurará novas formas de narrativa, ficcional, documental ou abstracta, fruto de experimentação, de ensaio, abstracto, realista, surrealista, provocador, reflectivo que procura novas formas de expressão plástica.
Reflexão sobre:
Vertentes do laboratório de vídeo;
Produção
Edição /Montagem e Pós-produção.
Produção - tratamento e recolha da imagem
Bibliografia principal
ARISTARCO ( Guido e Teresa ): O Novo Mundo das Imagens Electrónicas - Tradução João Luis Gomes - Edições 70 Lisboa 1990 - Original : Il Nuovo Mondo dell´Immagine Electtronica - Edizione Dedalo, 1985
ARNHEIM (Rudolf): A Arte Do Cinema - Tradução de: Maria da Conceição Lopes da Silva - Edições 70 Lisboa -1989
Original: Film as Art - Regent of the University of California
BAZIN ( André ) : O que é o Cinema - Tradução Ana Moura Livros Horizonte 1992 - Original : Qu´est ce que le Cinema - Les Éditions du Cerf, Paris 1985
BETTON ( Gérard ) : História do Cinema ( das origens até 1986) -Tradução: Maria Gabriela de Bragança Publicações Europa América Mem Martins 1989 - Original : Histoire du Cinéma - Presses Universitaires de France 1984 col. Que-Sais-Je nº 81
COOK (David) : A History of Narrative Film - third edition - w.w. Norton &Company. New York. London 1996
ECO ( Umberto) : Apocalípticos e Integrados - Tradução: Helena Gubernatis Difel, Lisboa 1991 - Original : Apocalittici e Integrati