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Universidade Lusófona do Porto

Dia 1 - 4th World Conference On Qualitative Research - WCQR2019

Resumo do 1º dia do evento anual que juntou vários profissionais na área da Pesquisa Qualitativa



No passado dia 16 de outubro, quarta-feira, regressou a World Conference on Qualitative Research, que realizou a sua 4ª edição na cidade do Porto, passando pela Universidade Lusófona do Porto. O evento anual juntou vários profissionais na área da Pesquisa Qualitativa que vieram partilhar o seu trabalho com o público interessado.

O primeiro dia da conferência ficou marcado pela presença do académico Dr. Luca Longo, docente da Technological University Dublin, que veio mostrar a sua visão sobre o uso da inteligência artificial nos métodos de pesquisa qualitativa e consequentemente na educação.

Para este investigador uma questão a ponderar é "Can machines think?" (As máquinas conseguem pensar?) - nesta linha de raciocínio, Dr. Longo falou da possibilidade de se construir uma máquina suficientemente inteligente que consiga facilitar a esfera das pesquisas. Tendo em conta que a pesquisa qualitativa envolve-se em dados não numéricos como texto, imagens e áudio, o docente falou na criação de um código capaz de segmentar, categorizar, analisar, sintetisar e também teorizar estes mesmos dados para facilitar o trabalho dos pesquisadores. A solução é, segundo Dr. Luca Longo, a inteligência artificial que será automática e muito mais rápida do que o ser humano, e até será capaz de captar o comportamento das pessoas. Desta forma, e na sequência do debate com o público presente, o orador concluiu que o uso da tecnologia na pesquisa qualitativa é uma mais valia para fundar novos métodos no ramo educacional.

Na tarde do mesmo dia, no espaço Maus Hábitos, recebeu-se David Lamas, professor da Tallinn University (Estónia). O orador abriu a sua conferência com a frase"You Should Be Working Now" e a partir daí mostrou o seu interesse pela consolidação da ciência, da arte e da tecnologia como um benefício para a sociedade.

David Lamas apresentou a iniciativa STARTS.EE que tem trabalhado em prol de potencializar as áreas acima mencionadas em todo o mundo e de aumentar o respetivo impacto social e cultural das mesmas. Assim, a interdisciplinaridade é a palavra-chave do trabalho que o professor tem vindo a desenvolver - na sua perspetiva a cooperação é o primeiro caminho para encontrar soluções, ou seja, a individualidade disciplinar limita os conhecimentos, daí a colaboração da própria ciência e tecnologia com a arte abrir novas portas no mundo da investigação e do trabalho. No final, o orador ouviu o público e reforçou a importância de avaliar as situações de diferentes perspetivas (académicas).

Assim, deu-se por concluído o primeiro dia da World Conference on Qualitative Research, que incentivou os seus participantes a acompanharem o restante evento a decorrer nos dias 17 e 18 de outubro.

Por Diana Fonseca