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Universidade Lusófona do Porto

O treino dos guarda-redes no Futebol Nacional

Assista ao resumo da sessão que contou com a presença de Álvaro Miguel Bastos



A Universidade Lusófona do Porto e os estudantes da cadeira de Métodos e Meios de Treino na Licenciatura de Educação Física e Desporto, preconizados no contexto do treino dos guarda-redes do Futebol Nacional, receberam o Mestre Álvaro Bastos, treinador de Guarda-Redes Femininas, da Federação Portuguesa de Futebol. O técnico integra os quadros da Federação Portuguesa de Futebol e é responsável pelo treino de guarda-redes das seleções femininas de sub-15, sub-16 e sub-19.

A expressão do futebol feminino, em termos globais, encontra-se a viver uma etapa de franca expansão. O último relatório produzido pela UEFA, acerca das 55 federações-membro, aponta uma grande evolução, em indicadores tão distintos como: número de jogadoras, de seleções, de árbitras. Mas também, os financiamentos para o desenvolvimento da modalidade, a profissionalização das atletas e a cobertura por parte dos media. Segundo dados da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), de 1990 até 2018 o número de jogadoras, a nível sénior, subiu de 375 para 1073.

Portugal - país com tão longa história e tradição associada ao futebol - "não é exceção (...) na Seleção Nacional, estamos a fazer história." A nossa seleção conseguiu um histórico apuramento para o Campeonato da Europa, que decorrerá em junho na Holanda.

Álvaro Bastos lida com as Guarda-Redes da Seleção Portuguesa, tanto com as de formação como as seniores. E na sua estratégia de captação é claro: "para mim o mais importante é perceber a potencialidade da atleta". Quanto aos métodos de treino e resultados que procura, acentua que "os treinadores que trabalham com GR (...) tentamos estimular a adaptabilidade, a capacidade de solucionar problemas, construir soluções com eficácia. Uma GR à Portugal, tem de ser variável". Para isto acontecer e tendo em vista a participação ativa no diálogo com os alunos, o técnico foi, ao longo da sua elocução, fazendo perguntas, respondendo a questões e fundamentar a teoria, com exemplos de jogo, em registos de vídeo. "Desde passos longos, a curtos, a médios. Há determinadas situações em que a GR dita situações positivas. Queremos que a GR perceba o jogo. As necessidades do jogo."

A Seleção Portuguesa de Futebol Feminino está ainda numa fase de crescimento e o técnico vê ainda muitas arestas a ser limadas: desde os clubes de formação, massa associativa e adeptos, financiamentos, visibilidade e resultados. "É muito bom perceber o progresso do futebol feminino nos últimos anos, mas o que vem daí só pode ser melhor. O que as nossas meninas e mulheres estão a fazer, é de louvar." Contudo, a realidade portuguesa ainda está muito atrasada, em termos de formação de atletas, tendo em vista algumas potências do futebol europeu e mundial. "Nas GR da formação, na maioria, a realidade da GR são meninas descoordenadas, técnica pouco evoluída (...) Isto justifica-se pelo pouco investimento dos clubes, a pouca especialização dos profissionais e, no caso das GR, muitas vezes, é o terem apenas um treinador para lidar com toda a equipa."

A solução são os métodos de treino: "Optamos por trabalhar o analítico, o particular, promover a biomecânica e a técnica (...) Tem de ser passo a passo."

Depois das passagens recentes de Artur Soares Dias, Rui Quinta e Tarantini, no mês de Abril falou-se, na Sala de Atos, do futebol feminino e das guardiãs portuguesas.