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Universidade Lusófona do Porto

O Comum c/ António Guerreiro

"O poema solitário, interrupção do comum" foi o ponto de partida para a sua elocução no Rivoli



Tudo o que existe sobre a superfície da terra - a morada dos humanos - é produto de todos os viventes, os antecessores, os sucessores e os contemporâneos. Tudo o que é privado, particular, emerge da combinação das forças humanas, da peculiar potência do trabalho em comum. Neste contexto, iremos explorar o problema do comum em várias perspetivas.

Do Comum é um Ciclo de Conferências fomentado por uma parceria entre a Universidade Lusófona do Porto e o Teatro Municipal do Porto. Começou em Fevereiro e irá decorrer até Junho de 2019.

Depois de Viriato Soromenho Marques, Professor Catedrático da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, Sofia Miguens - Professora da Faculdade de Letras da Universidade do Porto - em Abril foi a vez de António Guerreiro.

Licenciado em Línguas e Literatura Moderna -  Português e Francês - pela  Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa . Dá aulas, como professor convidado, na Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa e é editor da revista Electra, publicada pela Fundação EDP. Como ensaísta, é autor de O Acento Agudo Presente (Cotovia, 2000) e O Demónio das Imagens (2018). É Cronista e crítico literário no jornal Público. Tem colaboração dispersa em revistas especializadas de literatura, cultura e arte.

"O poema solitário, interrupção do comum". Este foi o ponto de partida para a sua elocução no auditório do Rivoli, no coração da cidade do Porto.

Em "O Meridiano", um dos textos poetológicos mais importantes do século XX, Paul Celan formula uma concepção do poema como "contra-palavra", isto é, como uma palavra "que não se curva diante dos cavalos de parada nem dos pilares da História". Esta noção da palavra poética como interrupção do curso da história e desarticulação sintática corresponde a um pensamento do poema que não é apenas de ordem estético-literária, tem também uma significação política de largo alcance.

O orador delineou a sua elocução por entre estes parênteses da poesia no século XX e a conceção de poema como "contra-palavra".