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Universidade Lusófona do Porto

A morte do corpo e a morte do self - Reportagem

Reflexões sobre a intervenção psicológica em cuidados paliativos.



A decorrer no âmbito do Ciclo de Conferências da FPED (Faculdade de Psicologia, Educação e Desporto) - que todos os anos ocorre no ambiente académico, da Universidade Lusófona do Porto - Joana Cabral, licenciatura em Psicologia com especialização em Consulta Psicológica de Jovens e Adultos e doutorada em Psicologia pela FPCEUP e professora auxiliar da ULP, responsável pelo ciclo que decorreu em fevereiro deste ano letivo, propõem o tema "A morte do corpo e a morte do self: Reflexões sobre a intervenção psicológica em cuidados paliativos."

Esta é um conjunto de conferências que invita a todos os alunos da comunidade académica, como também a profissionais na área para cultivar novos campos de investigação, temas de discussão e métodos de trabalho. De acordo com a docente, este é um evento que "convida, normalmente, profissionais seja com uma carreira académica seja com um perfil mais associado ao contexto da psicologia". É levar os alunos para uma realidade do mercado de trabalho, sendo objetivo comum dos docentes uma "intervenção fora do contexto das nossas portas" de forma à preparação e/ou aceitação de "outros olhares, outras perspetivas", é, por isso, uma oportunidade para refletir de uma forma mais abrangente e aberta.

João Machado Vaz, psicólogo no Centro Hospitalar de Vila Nova Gaia, completou a licenciatura em Gestão e Engenharia Industrial (2000), o mestrado Integrado em Psicologia (2010) e o doutoramento em Filosofia (2016), todos na Universidade do Porto. Enquanto Psicólogo Clínico iniciou a sua prática na área da saúde mental, com uma passagem pelo Hospital de Magalhães de Lemos e, mais tarde, no Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia e Espinho. Neste mesmo hospital, assumiu mais recentemente funções nas áreas da Psico-oncologia, dos Cuidados Paliativos, da Psicologia de Ligação e da Neuropsicologia. João Machado Vaz falou - como lhe foi pedido por parte do grupo dinamizador do evento - "dos aspetos práticos e menos dos aspetos teóricos", abrindo a palestra com um sincero posicionamento em relação ao seu trabalho. Tendo como função relacionar-se com pacientes a precisar algum tipo de apoio, intervenção ou ajuda psicológica. Assume, no decorrer da sua intervenção, que os cuidados paliativos são, cada vez mais, "uma prioridade nacional e cada vez com mais enfoque".

Posto isto, seria incontornável para o estudante deste curso, o docente na área, o profissional ou até ao mero curioso, não deixar a curiosidade se cultivar. "Mesmo para os colegas que não irão trabalhar nessa área, procuro falar de áreas transversais entre o que se fala", reafirmando que não é um evento com contornos apenas para interesse académico: "a distância entre a academia e o trabalho clínico deve ser minimizado. Esta ocasião serve para diminuir esta distância."