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Universidade Lusófona do Porto

A função do Treinador de Futebol

Coordenada por Filipe Casanova, a sessão foi orientada pelo treinador Carlos Pinto



A Faculdade de Desporto da Universidade Lusófona do Porto realizou, a primeira aula aberta do ano letivo 2019/2020. Coordenada pelo professor Filipe Casanova, a sessão foi orientada pelo atual treinador da equipa sénior do Leixões Sport Club, Carlos Pinto.

A aula, subordinada ao tema "A função do treinador e a sua principal missão", contribuiu, e muito, para dissipar variadíssimas dúvidas aos estudantes ali presentes.

Durante pouco mais de duas horas, o técnico, natural de Paços de Ferreira, respondeu de forma consecutiva a inúmeras questões colocadas pelos alunos, aliando, paralelamente, os seus conhecimentos, enquanto ex-jogador de futebol, à sua experiência como coordenador principal de uma equipa de futebol profissional.

Solicitado para atender a múltiplas questões, Carlos Pinto não deixou uma única por responder, fossem estas do foro tático e da forma como estrutura a equipa; da vertente psicológica, olhando à forma como ele lida com as derrotas; e ainda de cariz pessoal, com o intuito de perceber a sua visão em relação ao futebol dos dias de hoje, comparativamente ao futebol no seu tempo.

Ao longo da aula, e à medida que atendia às interrogações, abordou também os principais fatores que o levaram a ter sucesso na sua, ainda que curta (sete anos), carreira de treinador profissional, este que consumou três subidas de divisão (uma delas na época transata ao serviço do FC Famalicão). Para o treinador pacense a "liderança" é uma característica preponderante para alguém que almeja, um dia, vir a ser um treinador de sucesso. Além disto, referiu que "estabelecer regras com o plantel desde o início da época é crucial (...), é importante mostrar logo as regras do jogo (...), sou um homem de palavra e quero jogadores com palavra, com personalidade".

Já na reta final, o técnico de 46 anos falou da importância do equilíbrio mental numa equipa profissional: "Se é importante mantermos o equilíbrio quando estamos em vantagem e ouvimos "olés" da nossa massa associativa, também é importante mantermos o equilíbrio nos momentos de aperto e de maior pressão dos adeptos".

Já de pé, e em jeito de despedida, proferiu de uma forma efusiva que "devemos acreditar em nós". Acrescentou que "tudo se consegue com muito trabalho, mas têm de acreditar", dando assim um claro alento a toda a comunidade académica presente, que sonha um dia vir a desempenhar um papel equiparável ao seu.