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Universidade Lusófona do Porto

Reportagem - Ciclo de Conferências - "Do Estranho"

Interrogações através de vários ângulos, da estética à política, do pensamento crítico à economia.

A Faculdade de Comunicação, Arquitetura, Artes e Tecnologias da Informação (FCAATI) da Universidade Lusófona do Porto (ULP) e o Teatro Municipal do Porto apresentam um ciclo anual de conferências - com periodicidade mensal - em que o objetivo consiste na criação de um espaço de pensamento que proporcione a reflexão e o questionamento de alguns dos temas mais importantes da contemporaneidade, procurando uma aproximação entre a comunidade académica e a vida cultural, artística e científica da cidade.

"A partir das perspetivas de especialistas, universitários e artistas portugueses e internacionais sobre temas de atualidade, propõe-se intervir nas práticas comunicacionais de análise e discussão de ideias, de forma aberta e plural. O primeiro Ciclo de Conferências (2018) é dedicado ao tema "Do Estranho", o qual será interrogado através de vários ângulos, da estética à política, do pensamento crítico à economia" - Isabel Babo Lança, Reitora da Universidade Lusófona do Porto, em declarações ao site oficial do Teatro Municipal do Porto (Rivoli).



A sessão abriu o novo ciclo anual de conferências dedicado ao tema Do Estranho, que visa estimular o debate sobre questões da atualidade, numa iniciativa conjunta da Universidade Lusófona do Porto (ULP) e o Teatro Municipal do Porto (TMP). De forma a dar arranque a esta iniciativa que junta estas duas instituições de grande relevância na troca de conhecimento e descobrimento pessoal e coletivo, a primeira conferência alberga - sob a alçada do teatro municipal do porto - a questão "ESTRANGEIROS E ESTRANHOS" - o título da conferência que a filósofa Maria Filomena Molder, ex-professora de Estética na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, deu na passada terça-feira, pelas 18 horas, no Rivoli.

A preceder a conferência, Tiago Guedes, diretor do TMP, José Bragança de Miranda e Isabel Babo, respetivamente - professor convidado e reitora da ULP - fazem a abertura formal da sessão, que encerra com a projeção do filme "TODAS AS CARTAS DE RIMBAUD" (2017), de Edmundo Cordeiro. A obra vai ao encontro do universo de Maria Filomena Molder, a leitora de Goethe, Kant ou Rimbaud.



Em fevereiro e no decorrer da segunda conferência, José Gomes Pinto - doutorado em filosofia e docente da Licenciatura de Artes Performativas e Diretor do Doutoramento em Artes dos Media, na Universidade Lusófona de Lisboa abordou a temática de "COMO PENSAR A NEGATIVIDADE".



A terceira conferência, a 6 de março, deu voz à reflexão filosófica e intrínseca sobre a relação com o outro. "O ARCO-ÍRIS DA HOSPITILIDADE - HOSPITILIDADE'S - CENAS DA RELAÇÃO AO OUTRO", foi o tema a ser abordado numa conferência com Fernanda Bernardo, da Universidade de Coimbra.

A sessão integrou o ciclo "DO ESTRANHO" que, a partir das perspetivas de especialistas, universitários e artistas portugueses e internacionais sobre temas de atualidade, se propõe intervir nas práticas comunicacionais de análise e discussão de ideias, de forma aberta e plural.

Além de professora de filosofia contemporânea na Universidade de Coimbra, Fernanda Bernardo é autora e tradutora (de Jacques Derrida, entre outros). Está também, desde há muito, filosoficamente posicionada na Desconstrução, trabalhando na interseção da filosofia com a literatura, a poética, as artes do visível, a ética e a política.

Este foi o seu contributo na interrogação que o ciclo de conferências está a lançar sobre o tema "Do Estranho" através de vários ângulos, da estética à política, do pensamento crítico à economia.



A preceder a conferência de 10 de Abril, apelada de "Sobre o Estrangeiro de Camus" e conduzida por Luís Cláudio Ribeiro, professor na Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias, em Lisboa, e investigador nas áreas de Ciências da Comunicação e Cultura do Som. Recentemente publicou dois ensaios: O Mundo é uma Paisagem Devastada pela Harmonia [ensaio sobre o ruído e por natureza o som]. Vega, 2011; O Som Moderno: novas formas de criação e escuta. Edições Lusófonas, 2011.Foi investigador principal no projecto FCT: Lisbon SoundMap_ Mapa sonoro da cidade de Lisboa.

A par da sua atividade universitária é escritor, tendo publicado, desde 1983, oito livros de poemas e quatro romances. Últimos livros publicados: Sucede no entanto que o Outono Veio, Romance, Vega, 2014; Um Jardim Abandonado que Desbota, Poesia, 2014. Um mundo indiferente, uma vida existencialista e um assassinato banal. Esses são os ingredientes para um romance aparentemente simples, mas que desenvolve uma complexa teoria do absurdo. Albert Camus, em "O Estrangeiro", constrói em sua personagem principal, Sr. Meursault, uma figura absurdista, que mostra a crise do homem do seu tempo: um homem sem projeto pré-dado, sem destino e, principalmente, sem sentido algum na sua existência. Esta foi as circunstâncias que balizaram este palco para o pensamento critico, que era o rivoli.



Em Junho e no decorrer de uma das conferências finais, "O estranho que nos atrai: teratologia do destino", que ganha forma na voz de José Gil, Nascido em Moçambique, estudou Matemática, na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, antes de partir para França. Lá, licenciou-se em Filosofia, pela Universidade de Paris, em 1968. Um ano depois obteve o grau de mestre com uma tese sobre a moral de Immanuel Kant.

Todas as palestras têm como palco o Rivoli, sendo óbvia a importância dada a esta questão, visto que este é o Teatro Municipal do Porto - casa para a inquietude e procura de respostas. Todos os meses, uma análise diferente sobre o mesmo tema central: o estranho.