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Universidade Lusófona do Porto

Digital Privacy and Security Conference 2019

Assista ao resumo do evento que decorreu no âmbito das II Jornadas de Segurança Informática



À medida que a era digital amadurece, a segurança cibernética evolui e as vulnerabilidades de software diminuem, mas as pessoas, como indivíduos, estão mais expostas hoje do que nunca. No contexto de privacidade e segurança digital, o invasor violar as defesas para acessar dados e recursos confidenciais.

Não são novas as ameaças à cibersegurança, em Portugal. Entre os casos mais graves está o dos hackers que invadiram o sistema da Procuradoria-Geral da República, de vários ministérios e de outras instituições públicas. O evento teve lugar na Universidade Lusófona do Porto- ULP - a 16 de janeiro de 2019. Esta conferência é promovida pelo curso de Engenharia Informática e no âmbito da cadeira dos Suplementos de Rede.

Os números têm vindo a crescer nos últimos anos - entre 2010 (366 crimes) e 2017 aumentaram 96 % -, o que não surpreende se se considerar que também o acesso à internet tem exponenciado, sustentado numa rápida evolução da tecnologia e na multiplicação dos dispositivos que permitem aceder à rede. Os especialistas em cibersegurança - capazes de prevenir, detetar e resolver ameaças informáticas - estão entre os especialistas mais cobiçados por empresas. Com as pessoas a passar cada vez mais tempo online e com as empresas e serviços públicos cada vez mais informatizados, o risco de ciberataques é maior e também aumenta a gravidade que estes podem ter. Surge, então, um fenómeno interessante: a falta de profissionais na área.

Major Rogério Raposo, representante do CNCS - Centro Nacional de Cibersegurança - abordou a temática "Current Situation of Cybersecurity in Portugal; Challenges at the Level of Cybersecurity". Na sua elocução aborda este fenómeno. "A académica tem um papel importante na integração dos jovens na área." E para a sociedade comum, reitera: "A cibersegurança é, acima de tudo, uma decisão, uma opção, um comportamento". A partir daqui, abordou aqueles que são os desafios atuais nacionais e internacionais. "Temos de estar preparados para tudo. Os desafios são vários". Para a construção social da essência da cibersegurança acontecimentos como o Snowden, em 2013, trouxeram um novo paradigma.

"A segurança do ciberespaço é uma responsabilidade partilhada entre os diferentes atores, sejam eles públicos ou privados, miliares ou civis, coletivos ou individuais", acentuou.

Antes do coffe-break, mais duas vozes foram ouvidas: sobre as temáticas de data, URL, a privacidade e segurança e a resposta académica para combater estas formas comuns de ser hackeadas e que lhes é dado, formas maliciosas.

Algo que deve ser realçado no decorrer do evento é que houve espaço para o membros da academia, os alunos, participaram ativamente. Na parte da manhã, foram dois os alunos da licenciatura de Engenharia Informática, a subir ao palco e divulgar o seu trabalho.

Tito de Morais falou sobre o MindHacking: How We're Tricked on the Internet and Out of It. É o fundador de "MiudosSegurosNa.Net", um projeto que "ajuda famílias, escolas e comunidades a promover a utilização responsável e segura das novas tecnologias de informação e comunicação por crianças e jovens". Num século em que os jovens, vivem nas redes sociais e na internet, muitos são os desafios criados. "Desde 1995, nos primórdios da internet, percebi desde cedo, que ia alterar a vida das pessoas (...) aconteceu comigo. Passeide desenhador em papel, a designer gráfico, o que é bastante curioso.".

Estarão as pessoas atentas às cláusulas abusivas dos termos que, sem ler, concordamos? Esta foi uma problemática levantada pelo orador. Alertando a todos os utilizadores, as suas competências. Também sobre figuras de autoridade, se fala. Tais como a Google.

Numa apresentação muito interativa, entre vídeos, fotografias e textos, Tito de Morais tocou nas experiências pessoais e em grupo, que depois se tornam em temáticas de um potencial estudo de caso.

Já na parte da tarde e depois da pausa para o almoço, a Universidade Lusófona do Porto recebeu Alberto R. Rodas que abordou o tema: "Cyber security Threats". Trabalha desde cedo, na área da proteção dos usuários online, em particular, com a criação de antivírus. Com uma apresentação em inglês, Alberto Rodas recordou alguns dos vírus que explodiram na presente década. Quais são as ferramentas que "as más pessoas"- como o orador refere- usam para espalhar o vírus? A resposta está nos programas usualmente usados por pessoas normais, "para o seu trabalho".

Demonstrou um gráfico das vulnerabilidades por ano. O ano de 2018, mostra um exponencial crescimento das vulnerabilidades. "Eles usam formas de propagar este problema". No ano passado registaram-se cerca de 16560 ameaças.

Seguem-se elocuções nas mais diferentes áreas do espaço digital: abordagem do conceito fishing, a URL como local comum para ataques e algumas projetos que serão uma porção da mudança de futuro.

A comissão organizadora do evento garante que este será um evento para se repetir, garantidamente, visto que as identidades que apoiam o evento, veem uma absoluta necessidade de continuidade na discussão de este tópico que marca a atualidade e, com certeza, marcará o futuro.