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Universidade Lusófona do Porto

Um comum para além do humano com Vladimir Safatle

Assista à reportagem da sessão inserida no Ciclo de Conferências 2019 - Do Comum



Na passada segunda-feira, dia 16 de setembro, regressou o Ciclo de Conferências da Universidade Lusófona do Porto com o tema Do Comum, que decorreu no Jardim de S.Lázaro com a presença do professor Vladimir Safatle, onde se abordaram os limites da humanidade como impasse à elevação de novas formas do indivíduo.

Ao longo de uma hora, o filósofo convidado expôs a sua perspetiva sobre o "esgotamento da imaginação política popular" da atualidade e reforçou como ideia base do seu discurso a criação de um espaço de interação comum indeterminado e livre.

Para Vladimir Safatle, as "lideranças narcisistas" que se criaram ao longo dos séculos têm limitado a imaginação dos indivíduos, visto que as mesmas se alimentam do medo e da frustação popular. Na mesma linha de pensamento reforça que olhar somente para as atuais formas do ser humano é um "atentado à liberdade" e que é necessário colapsar com a "gramática do poder" para se definirem novas figuras e visões particulares, eliminando consequentemente as "sociedades fracas" existentes.

A abolição da ideia de propriedade e de pertença é um dos primeiros passos que o filósofo considera importante para fundar aquele que é um espaço de todos, mas que assume diferentes formas capazes de quebrar as ilusões dos dias de hoje, essencialmente impostas pela política e pela economia.

Face a isto, o professor Safatle explicita os desafios que se enfrentam para atingir este contrato, sendo um deles o pensar das relações estabelecidas até então entre os próprios indivíduos, entre o indivíduo e a natureza e entre o indivíduo e as instituições.

O encontro terminou animado pela partilha de ideias com o público presente e com o pedido do professor Vladimir Safatle para que não se tema o abstrato e que se lute contra as barreiras que impedem o verdadeiro espaço comum.

Por Diana Fonseca