A Prisão vai à Universidade
Diversos aspetos e atores relevantes no contexto de um estabelecimento prisional
A realidade do Estabelecimento Prisional de Santa Cruz do Bispo (feminino) foi à Universidade Lusófona do Porto, no passado dia 19 de fevereiro, para espelhar em contexto académico como é a vida dentro do espaço.
A iniciativa da professsora Inês Godinho, docente da Faculdade de Direito e Ciência Política, contou com a presença de várias pessoas envolvidas na instituição prisional.
Paula Leão, diretora do Estabelecimento Prisional de Santa Cruz do Bispo (feminino), apresentou o espaço e as circunstâncias em que o mesmo surgiu, dando ênfase aos deveres e direitos das reclusas.
Nesta circunstância, Dr.Belchior, representante da Santa Casa da Misericórdia do Porto, veio realçar as funções desta entidade como ajuda à reintegração social das reclusas e também como lhes possibilita tratamentos médicos, ocupações laborais, serviços de ensino e apoio às crianças que lá habitam com as mães.
De seguida, a Dra. Carlota Castro falou dos seus trabalhos como jurista do estabelecimento prisional, destacando as infrações que podem ser cometidas e as devidas consequências.
Já a guarda prisional Alexandra Costa, representou o lado da sua profissão, mencionando a importância de ser um exemplo para as mulheres que se encontram presas. Além disso, abordou os pontos fulcrais de ação que os serviços de segurança devem garantir.
A última palavra pertenceu a uma reclusa do Estabelecimento Prisional de Santa Cruz do Bispo (Feminino). Ana Catarina, presa há 10 anos, deu o seu testemunho real que suscitou várias dúvidas por parte do público presente.
O projeto ¿Prisão vai à Universidade¿ teve a intenção de mostrar como é a realidade de um instituto prisional e ainda de motivar jovens e adultos (da área do Direito, da Psicologia,...) a serem voluntários na reinserção social das reclusas portuguesas.
Diana Fonseca