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Universidade Lusófona do Porto

Jornalismo Frankenstein - Acordar o Monstro

Os desafios de fazer jornalismo aliado à exploração incessante da publicidade e do capitalismo



A primeira edição, há dois anos, lançou a questão: quais são os desafios do ciberjornalismo? Aliada ao testemunho de jovens que representam projetos que tiram partido do vídeo ou do áudio, que passaram de redes sociais para websites e que vão questionando as normas sociais. Nesta ano e com intervenção de oradores que partem de posições antagónicas, relativamente ao relacionamento entre o capitalismo e o jornalismo, na atualidade e, potencialmente, num futuro próximo.

Tomás Pereira - representante do "É Apenas Fumaça"- reconhece que o É Apenas Fumaça "é um projeto de media independente, onde se fala sobre a sociedade com quem quer falar sobre ela. Procuramos dar voz a quem não a tem e escrutinar os assuntos aos quais não é dado espaço pelos media tradicionais." Projeto, este, que conta com apoio de 80 mil euros da Open Society Foundations. E, reitera que toda a equipa que mina de uma ideia base: "Acreditamos que o papel da comunicação social é escrutinar a democracia."

Aline Flor - jornalista do Público-, natural do Rio de Janeiro, vive em Portugal, há 20 anos. Foi diretora do Jornal Universitário do Porto, passou pela Ciência e Tecnologia no Canal Superior, editou notícias do portal AEIOU.pt. Fez um mestrado em Cinema Documental.

Sérgio Felizardo - Editor-chefe na VICE Portugal e, confessa, apoiante da relação entre o capitalismo e o Jornalismo - desde que não comprometam a ética e compromisso do jornalista.

Duarte Guerreiro aprendeu tudo o que há para saber sobre as realidades do jornalismo independente quando levou pela primeira vez uma câmara para uma manifestação, foi apanhado numa carga policial, filmou a fotojornalista Patrícia Melo a levar uma marretada da PSP e depois de publicar as suas imagens online, teve todas as principais televisões do país a roubar-lhe o seu trabalho, sem atribuição ou recompensa. A sua opinião sobre o jornalismo mainstream só tem piorado, desde então. Está naGuilhotina.infodesde que a plataforma começou em 2013.

Os desafios de fazer jornalismo, na era digital aliado à exploração incessante da publicidade e do capitalismo - como figura maior - foram discutidos na Sala de Atos, da Universidade Lusófona do Porto (ULP). A 3ª edição do encontro Jornalismo Frankenstein reuniu convidados de vários órgãos de comunicação social, que se divergem pela visibilidade e ideias de base.

O evento contou com uma novidade: não houve apresentações de forma individual por parte dos oradores: foi aberta, desde o início, uma mesa de discussão - guiada por dois interlocutores, alunos do terceiro ano da licenciatura de ciências da comunicação.