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Universidade Lusófona do Porto

O fim "Do Estranho"

Terminou o ciclo de conferências "Do Estranho", que permitiu refletir e debater temas da atualidade



O Ciclo de Conferências anual "Do Estranho", criado com o objetivo de desenvolver um espaço de reflexão e debate de temas da atualidade chegou ao fim com a conferência do dia 4 de dezembro e contou com a presença de Tiago Guedes, diretor do Teatro Municipal do Porto, Alexandra Balona, investigadora e curadora e Mónica Guerreiro, diretora municipal da cultura e ciência.

É feito um balanço no inicio da conferência pelo diretor do Rivoli e do Campo Alegre sobre os espetáculos que tiverem lugar no Teatro Municipal do Porto, uma vez que alguns dos espetáculos estão inclinados para o polémico, para o diferente e para a estranheza. É, também, apresentado o novo ciclo de conferências anual que terá lugar em 2019 - "Do Comum".

A obra de Marlene Monteiro Freitas é instável, indefinida e embora apresente familiaridade, apresenta também estranheza, pois as estratégias corográficas que usa focam-se no uncanny, na hibridez, na animalidade e no animismo. É Alexandra Balona quem apresenta o "estranho inquietante" na obra da bailarina e coreógrafa cabo-verdiana.

O "Estrangeiro" de Albert Camus convoca os sentidos de fronteira e hibridismo. Por esse motivo este romance existencialista foi também alvo de análise na conferência que encerra o ciclo anual "Do estranho". Mónica Guerreiro é quem o análisa e dá insight da obra ao Noticias Lusófona. Deixamos, assim, o seu testemunho.