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Universidade Lusófona do Porto

Estranhar o estranho: os tempos de agora e a teoria queer

O tema foi desenvolvido por Ana Luísa Amaral no âmbito do Ciclo de Conferências "Do Estranho"



Na vida irrompe sempre o estranho. Na época planetária em que entrámos, a nossa relação com a natureza e a história revela-se obscura, fonte de inquietação geral. A faculdade de comunicação, arquitetura, artes e tecnologias da informação da universidade lusófona do porto e o teatro municipal do porto dão continuidade ao ciclo anual de conferências do estranho, cujo desafio passa por interrogar as passagens do "estranho", na contemporaneidade.

"Estranhar o estranho: os tempos de agora e a teoria queer"- este foi o título escolhido para aquela que seria uma conferência que prometia um melhor entendimento de conceitos. Estes, que podem ainda ser novidade, para algumas pessoas. Ana Luísa Amaral, poetisa, tradutora e professora na Faculdade de Letras da Universidade do Porto-FLUP.

Publicou o primeiro livro com 33 anos. Associada no departamento de estudos anglo-americanos da faculdade de letras do porto. Tem um doutoramento em Emily Dickinson. Nas suas áreas de interesse, a literatura inglesa e norte-americana, a literatura comparada e os estudos feministas.

No seu currículo tem, ainda, a tradução de diversos poetas. É, também, autora de vários livros de poesia e infantis.

Mas o que significa a palavra queer? Ana Luísa Amaral, explica. Duas são as matrizes significativas: por um lado, "o termo abarca uma série de expressões consolidadas no senso comum homofóbico"; e, por outro, "uma tradução próxima do seu significado no contexto anglo-saxão seria a palavra estranho, algo esquisito, insólito, raro".

No decorrer da sua apresentação, a autora corrobora a importância de se discutir temas fraturantes, na sociedade. Desde a política, à sociedade, ao ódio - que, acentua, "produz coisas aberrantes (...) Como homofobia, entre outros." Também a luta pela equidade e desconstrução das "normas de género", fez parte do guião de discurso.

Porque "a mediocridade é a falta de interrogação", a autora afirma ser importante "(...) recordar até onde nos é possível". Recuando aos "movimentos cívico, movimentos sociais, estudantis, de mulheres (...) Mas também sob uma perspetiva ambiental e climática", que ocupa, na atualidade, a agenda mediática.

No seguimento da ideia que a "identidade é um organismo em constante transformação", a autora relembra que a estranheza provocada por este tipo de conceitos é provocada pelos limites dos binarismos operantes em diversas dimensões sociais e as pessoas devem estar preparadas para a diversidade.