Contacto WhatsApp 961135355

Universidade Lusófona do Porto

1.ª Conferência da Inteligência Artificial, Robótica e Direito na ULP

A primeira sessão do Ciclo contou com a presença do CEO e fundador da PHC Software, Ricardo Parreira



O Ciclo de Conferências voltado para as problemáticas da Inteligência Artificial e da Robótica no Direito teve a sua estreia na Universidade Lusófona do Porto.

Numa altura em que a Inteligência Artificial se torna, cada vez mais, um desafio para o Direito, este Ciclo de Conferências pretende trazer especialistas de diversas áreas com o objetivo de debater estas questões e a elas dar respostas.

A primeira sessão do Ciclo contou com a presença do CEO e fundador da PHC Software, Ricardo Parreira, que abordou a importância do foco para sermos produtivos na sociedade digital. "Hoje em dia, o que mais há são obstáculos à nossa atenção. Tudo nos distrai e, principalmente, agora com todos os dispositivos tecnológicos carregados de aplicações que temos à mão", afirma.

Ao longo da apresentação, o CEO levantou todos os problemas e entraves à atenção e, para cada um, apresentou soluções e ferramentas uteis na busca do foco. "Um dos grandes obstáculos à atenção nos dias de hoje nas empresas é o chamado ¿open space¿. Qualquer empresa opta pela estratégia do "open space", por ser esteticamente bonito e também por ser barato. Mas a verdade é que, num meio como este, qualquer brisa pode quebrar o nosso foco."

Entre uma alimentação saudável, um bom sono, meditação e desligar notificações das aplicações, são várias as estratégias apresentadas por Ricardo Parreira, que afirma já ter verificado grande resultados nas pessoas que optam pelas mesmas.

Numa segunda parte, Cláudio Flores, professor de Direito Civil e Comercial na Universidade Lusófona do Porto, trouxe para o debate "uma questão que se impõe, cada vez mais, na nossa sociedade digital" - a possibilidade de atribuição de personalidade jurídica às máquinas.

Cláudio Flores tocou em temas como a capacidade das máquinas tomarem decisões jurídicas completamente autónomas e os riscos que o Direito deve prevenir perante a situação.

O professor afirma que há dois tipos de personalidade jurídica já reconhecidos- a individual "que qualquer pessoa obtém à nascença, embora haja já quem defenda que a personalidade jurídica começa bem antes do nascimento" e a coletiva no caso das empresas e associações. No entanto mostrou-se relutante na aceitação da atribuição de personalidade jurídica às máquinas- "no meu ponto de vista não se pode levantar essa questão enquanto as máquinas não forem 100% autónomas. Seria só uma forma de desresponsabilização de quem as programa e regula."

A sessão terminou com espaço a questões e comentários por parte do público e com o convite para a próxima conferência que se realiza no dia 11 de dezembro, também na Universidade Lusófona do Porto.

Por Renata Andrade