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Universidade Lusófona do Porto

Ética, Deontologia e Prática em Psicologia da Justiça

Curso

Psicologia da Justiça: Vítimas de Crime

Grau|Semestres|ECTS

Mestrado | Semestral | 4

Ano | Tipo de unidade curricular | Lingua

1 |Obrigatório |Português

Total de horas de Trabalho | Tempo de Contacto (horas)

100 | 30

Código

ULP1960-15327

Disciplinas complementares recomendadas

Não aplicável

Modalidade de Ensino

Face-a-face

Precedências

Não

Estágio profissional

Não

Conteúdos Programáticos

1. Enquadramento da Psicologia da Justiça
2. Revisão conceptual e especificidades da Psicologia Forense
2.1. Objeto de estudo e de intervenção
2.2. Distinção entre Psicologia Forense/Psicologia Clínica/Psiquiatria forense
2.3. Características do processo de avaliação psicológica forense
2.4. Principais problemas técnicos da avaliação psicológica forense
3. Ética aplicada aos contextos da Psicologia da Justiça
3.1. Relevância da ética no contexto da Psicologia da Justiça/Psicologia forense
3.2. Principais dilemas éticos na atuação do psicólogo
3.2.1. Competência científica e profissional
3.2.2. Privacidade e confidencialidade
3.2.3. Relações humanas
3.2.4. Recolha de informação
3.2.5. Avaliação
3.2.6. Registo documentação/informação
3.2.7. Intervenção psicológica
3.2.8. Testemunho
3.3. Modelo de tomada de decisão ética: Aplicação a casos práticos no contexto da PJ
4. Orientações/recomendações específicas dos códigos de ética e deontologia (e.g., OPP; APA)

Objetivos

Esta UC visa desenvolver conhecimentos acerca do enquadramento concetual e das especificidades inerentes à prática no domínio da Psicologia da Justiça, essenciais para um exercício profissional competente e responsável. Partindo desta contextualização inicial, pretende-se promover junto dos estudantes a reflexão sobre os conceitos de Ética e Deontologia, em geral, e no âmbito da Psicologia da Justiça, em particular. Além disso, detalhar-se-ão códigos de ética e deontologia nacionais e internacionais de referência, explorando a sua aplicação ao domínio concreto da Psicologia da Justiça.

Conhecimentos, capacidades e competências a adquirir

Esta UC pretende desenvolver nos estudantes competências relativas aos princípios éticos e deontológicos inerentes à prática da Psicologia da Justiça, assim como uma postura autónoma e responsável nos contextos de aplicação prática deste domínio, reconhecida que está a necessidade da adoção de uma atitude profissional ética, crítica e reflexiva.

Metodologias de ensino e avaliação

Os conteúdos programáticos serão lecionados através do recurso a uma diversidade de métodos, designadamente exposição oral com apoio de materiais audiovisuais; diálogo interativo; análise e discussão de casos práticos; realização de exercícios individuais e de grupo para aplicação de conhecimentos; treino de competências práticas; trabalhos de pesquisa; leitura e análise de artigos científicos.
A avaliação ocorre mediante duas modalidades, a optar pelos estudantes.
Avaliação contínua que é composta por:
- Uma prova escrita (60%);
- Realização de exercícios práticos em contexto de sala de aula ( 30%) e apresentação oral individual (10%).
Em cada um dos elementos de avaliação referidos, os estudantes deverão obter a nota mínima de 8 valores; a média final ponderadas dos elementos de avaliação terá de ser igual ou superior a 10 para aprovação na UC.
Avaliação não contínua que consiste num exame final escrito sobre todos os conteúdos teórico-práticos (100%).

Bibliografia principal

Almeida, L. S. (1994). Necessidade de parâmetros deontológicos na avaliação psicológica. Psychologica, 11, 57-67.
Código Deontológico da American Psychological Association. Disponível em http://www.apa.org/ethics/code/index.aspx
Código Deontológico da Ordem dos Psicólogos Portugueses. Disponível em https://www.ordemdospsicologos.pt/pt/cod_deontologico#.UCJ2Gk1mTzM
Machado, C. & Gonçalves, R. A. (2011). Avaliação psicológica forense: Características, problemas técnicos e questões éticas. In M. Matos, R. A. Gonçalves, & C. Machado, Manual de psicologia forense: Contextos, práticas e desafios (pp. 15-29). Braga: Psiquilíbrios Edições.
Michaels, M. (2006). Ethical Considerations in Writing Psychological Assessment Reports. Journal of Clinical Psychology, Vol. 62(1), 47¿58.
Shane S. Bush, Mary A. Connell, and Robert L. Denney (2006). Ethical Practice in Forensic Psychology: A Systematic Model for Decision Making. Washington: American Psychological Association.