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Universidade Lusófona do Porto

Estágio em Psicologia da Justiça: Vítimas de Crime

Curso

Psicologia da Justiça: Vítimas de Crime

Grau|Semestres|ECTS

Mestrado | Anual | 42

Ano | Tipo de unidade curricular | Lingua

2 |Obrigatório |Português

Total de horas de Trabalho | Tempo de Contacto (horas)

1050 | 560

Código

ULP1960-15334

Disciplinas complementares recomendadas

Não aplicável

Modalidade de Ensino

Face-a-face

Precedências

Não

Estágio profissional

Não

Conteúdos Programáticos

Os estudantes realizam o estágio com base em duas componentes: 500h de estágio supervisionado numa instituição, acompanhados por 1 orientador no contexto; 60h de contacto com o docente supervisor na ULP. Nesta última, será realizado um acompanhamento aos estudantes em sessões em pequeno grupo, de 2h semanais, pelo docente supervisor. Os estudantes são divididos pelos docentes em função da experiência profissional dos últimos.
Os tópicos das sessões são:
Apresentação do regulamento do estágio;
Definição das funções do estagiário, ética e deontologia;
Integração na instituição de estágio;
Caracterização das etapas do estágio ¿ Observação, prática acompanhada e supervisionada;
Elaboração do plano de estágio;
Apresentação de atividades e casos práticos, articulação com conhecimentos teóricos e estado da arte;
Reflexão sobre aplicação, limitações e potencialidades da avaliação/intervenção, em articulação com os conteúdos abordados;
Elaboração do Relatório de Estágio

Objetivos

A presente UC tem como objetivos a articulação entre os conhecimentos teóricos e os práticos, e o reconhecimento da investigação e do estado da arte para o contínuo aperfeiçoamento das práticas profissionais. Mais especificamente, visa o desenvolvimento de competências de observação, avaliação e intervenção psicológicas em contextos da psicologia da Justiça.

Conhecimentos, capacidades e competências a adquirir

Pretende desenvolver nos estudantes as seguintes competências:
- de observação e identificação das especificidades dos contextos e dos papéis em que se desenvolvem atividades da psicologia da justiça;
- de comunicação, competências essenciais à prática profissional, incluindo o trabalho em equipa multidisciplinar;
- de identificação de alvos e objetivos de avaliação, assim como a integração da informação para o planeamento da intervenção psicológica e/ou a perícia psicológica forense;
- de identificação e utilização de métodos e instrumentos de avaliação, assim como de estratégias de intervenção ajustadas às problemáticas identificadas;
- de análise crítica quanto à avaliação e intervenção psicológica, considerando aspetos éticos.

Metodologias de ensino e avaliação

As metodologias adotadas têm na sua base os elementos: exposição de conteúdos teóricos, por parte do docente, interligados com atividades realizadas no contexto de estágio, bem como com aspetos éticos e de comunicação; exposição oral, por parte de estudantes, de atividades e casos práticos do estágio; reflexão em grupo acerca da interligação entre os conhecimentos teóricos, práticos e o estado da arte, no que concerne aos 2 pontos anteriores; partilha de dúvidas e resolução de problemas.
A classificação final resulta da média de 3 componentes (0-20): prática, atribuída pelo orientador no local de estágio e fundamentada; de supervisão, atribuída pelo docente supervisor, com base na apresentação quinzenal de relatórios de atividades e qualidade das exposições; e do Relatório Final. Para aprovação, o estudante não pode ter nota inferior a 10 valores, em nenhuma das componentes. A avaliação do Relatório Final tem em consideração uma parte escrita e uma defesa oral, perante um júri.

Bibliografia principal

Fonseca, A. C., Simões, M. R., Taborda Simões, M. C., & Pinho, M. S. (2006). Psicologia forense. Coimbra: Ed. Almedina.
Francis, R. (2004). Ética para psicólogos. Lisboa: Instituto Piaget.
Hollin, C. R. (2001). Handbook of Offender Assessment and Treatment. West Sussex: John Wiley & Sons, Ltd.
Machado, C. & Gonçalves, R. A. (2001). Violência e vítimas de crimes. Vol. 1: Adultos. Coimbra: Quarteto.
Machado, C. & Gonçalves, R. A. (2002). Violência e vítimas de crimes. Vol. 2: Crianças. Coimbra: Quarteto.
Machado, C. (2010). Vitimologia: Das novas abordagens teóricas às novas práticas de intervenção. Braga: Psiquilibrios Edições.
Matos, M., Gonçalves R. & Machado, C. (2011). Manual de Psicologia Forense. Braga: Psiquilíbrios Edições.
Weiner, I. B., & Hess, A. K (Eds.) (2005). Handbook of forensic psychology. New York: John Wiley & Sons.