Contextos de Prática Profissional em Psicologia Clínica e da Saúde
Curso
Psicologia Clínica e da Saúde (ULP)
Grau|Semestres|ECTS
Mestrado | Semestral | 5
Ano | Tipo de unidade curricular | Lingua
1 |Obrigatório |Português
Total de horas de Trabalho | Tempo de Contacto (horas)
125 | 45
Código
ULP785-14308
Disciplinas complementares recomendadas
Não aplicável
Modalidade de Ensino
Face-a-face
Precedências
Não
Estágio profissional
Não
Conteúdos Programáticos
Estão previstos os seguintes conteúdos programáticos (CP):
CP1. Perspectiva histórica da intervenção psicológica na psicologia clínica
- Do modelo único aos fatores comuns
- Integração técnica e supra-paradigmática
CP2. Pressupostos, estádios e preditores da mudança terapêutica
- A resistência e/ou ambivalência face à mudança
CP3. Relação terapêutica como elemento de intervenção e fator de mudança
- Aliança terapêutica: ameaças, impasses e reparação de rupturas
- Mecanismos defensivos: manifestações narrativas e na dinâmica relacional
- Uso terapêutico da transferência e contratransferência
CP4. Micro-competências e outras competências terapêuticas superordenadas
- Construção e gestão da aliança e relação terapêutica
- Escuta e organização das dimensões narrativas
- Planeamento e avaliação do processo terapêutico
CP5. História clínica e formulação de caso
- Elementos, procedimentos e tomada de decisão.
CP6. Importância do processo auto-reflexivo e do desenvolvimento pessoal
Objetivos
Os objectivos de apredizagem (OA) são:
(OA1) Pensar criticamente os processos de mudança psicológica e ambivalência
(OA2) Discutir criticamente os conceitos e a evidência empírica em torno da eficácia e sucesso terapêutico dos fatores comuns e da complementaridade técnica e teórica
(OA3) Refletir aprofundadamente sobre as dinâmicas inerentes à aliança e relação terapêutica e desenvolver estratégias para a sua construção e manutenção
(OA4) Reflectir acerca da intercepção entre as facetas pessoal, conceptual e técnica das competências clínicas
(OA5) Desenvolver o auto-conhecimento relativamente às características individuais relevantes para a prática clínica e (AO6) competências metacognitivas para a refletir criticamente e monitorizar a qualidade da relação e o progresso de terapêuticos
(AO7) Desenvolver um repertório comportamental, relacional e comunicacional ajustado às especificidades de uma relação de ajuda
(OA8) Treinar a formulação clínica de caso
Conhecimentos, capacidades e competências a adquirir
- Compreender os processos de mudança terapêutica.
- Pensar criticamente sobre os elementos e processos de mudança psicológica
- Compreender a natureza dos processos de ambivalência e resistência.
- Analisar criticamente os fatores comuns do sucesso terapêutico e saber aplicá-los às circunstâncias particulares de cada caso e cada paciente.
- Compreender a natureza da aliança e relação terapêutica e desenvolver e implementar estratégias para a sua construção e manutenção.
- Reconhecer as ameaças de ruptura à aliança terapêutica e desenvolver a capacidade para as reparar.
- Ser capaz de planear e gerir um processo de consulta psicológica e avaliar continuamente o processo terapêutico.
Metodologias de ensino e avaliação
Usar-se-ão: a discussão em torno de textos-chave e estudos empíricos (ME1) e (ii) análise de vídeos e vinhetas clínicas (ME2); (iii) encenação de caso/role-play para a prática das técnicas e competências em questão (ME3); (iv) actividades de auto-escopia (ME4); (iv) apresentação de casos clínicos e treino de formulação de caso (ME5).
Opção por uma das modalidades de avaliação:
1. Avaliação contínua-mista (requer assiduidade de 75%): glossário e encenação de caso com registo vídeo, formulação de caso (em grupo; 10%, 20% e 20%); desempenho individual e relatório de auto-escopia e reflexão crítica (individual; 25% cada). A classificação em cada componentes não pode ser inferior 8 valores. Os/as trabalhadores/as estudantes que não cumpram os critérios de assiduidade poderão ter que entregar um elementos adicional de avaliação.
2. Avaliação Final ¿ encenação de caso e relatório de auto-escopia (40%), formulação de caso (30%) e exame escrito (30%)
Bibliografia principal
Cabaniss, D. L. (2016). Psychodynamic Psychotherapy: A clinical manual. Nova Jersey:
John Wiley & Sons.
Castonguay, L. G. & Beutler, L. E. (2006). Principles of therapeutic change that work. Oxford: Oxford University Press
Hill, C. E., & O'Brien, K. M. (2014). Helping skills: Facilitating exploration, insight, and action. Washington, DC: American Psychological Association.
Ivey, A., Ivey, M., & Zalaquett, C. (2013). Intentional interviewing and counseling: Facilitating client development in a multicultural society. Ontário: Nelson Education
Levy, R. A., Ablon, J. S., & Kächele, H. (Eds.). (2011). Psychodynamic psychotherapy research: evidence-based practice and practice-based evidence. Springer Science & Business Media.
Prochaska, J. O., & Norcross, J. C. (2018). Systems of psychotherapy: A transtheoretical analysis. Oxford University Press.
Safran, J. D., & Muran, J. C. (2000).Negotiating the therapeutic alliance: A relational treatment guide. Nova Yorque: Guilford