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Universidade Lusófona do Porto

Cultura e Arte em Rede

Apresentação

Problematizar a ideia de rede, enquanto conceito e enquanto estrutura material, num contexto alargado e genealógico que a compreenda, não apenas como um fenómeno relativo ao quadro técnico actual, marcado pelas tecnologias da informação, mas como um grande movimento cultural que funda as tendências artísticas da contemporaneidade e as põe em confronto com o chamado fim da Modernidade. Nesse exercício, apoiado em textos teóricos e em estudos de caso do domínio artes, procura-se apurar os vários tipos de mutações que marcaram e marcam a relação mútua entre a cultura e os meios técnicos, assim como debater o impacto dessas mutações na experiência contemporânea e numa nova concepção global do mundo.

Curso

Comunicação, Redes e Tecnologias (M) (ULP)

Grau|Semestres|ECTS

| Semestral | 7

Ano | Tipo de unidade curricular | Lingua

1 |Obrigatório |Português

Código

ULP2343-16481

Disciplinas complementares recomendadas

Media e Tecnologias Interactivas

Estágio profissional

Não

Conteúdos Programáticos

1. Crise da Modernidade Estética

Regimes do sensível e o "fim da arte": a estética de Duchamp

Crise da mimesis: a arte que se questiona a si própria

 

2. Ubiquidade e Planetarização 

A distribuição da realidade sensível ao domicílio

A obra de arte total e o mundo como objecto

 

3. Reprodutibilidade técnica

A multiplicação das imagens e a crise da aura

A política da produtividade geral

 

4. A Obra Aberta

Incompletude, multiplicidade e indeterminação

A arte como metáfora epistemológica

 

5. Estética dos sistemas

Para lá do criador: a des-objectificação da obra e a contingência dos processos

Assemblagens, ambientes e cibernética

 

6. Artes telemáticas e participativas

Primeiras explorações. mail art, net.art, net poetry, gps art.

O caso Roy Ascott: a obra de dados total

 

7. Cultura da pós-produção

O arquivo (digital) como museu total

O problema do novo: apropriação e subjectivação

 

8. Pós-internet

O circulacionismo dos objectos e a impossibilidade do plano geral

A hipótese de uma geo-estética

 

 

Objetivos

Os estudantes deverão ser capazes de produzir um conhecimento crítico sobre o modo como as redes, através das suas diferentes materializações técnicas e conceptuais, assumiram um papel central na produção artística e cultural da contemporaneidade. Nesse sentido, deverão ser capazes de, a partir dos textos fornecidos e dos estudos de caso em debate, saber reconhecer os principais sintomas históricos e exemplos práticos da cultura e da arte em rede, assim como compreender e saber reconstituir as mutações básicas ao longo da evolução cultural e técnica mais recente. Deverão ainda aplicar esta formação na análise de ideias e de exemplos que os próprios identifiquem no panorama artístico actual e/ou na criação de uma obra artística.

Metodologias de ensino e avaliação

Exposição e discussão das matérias programadas, a partir de textos escolhidos e de estudos de caso que ilustrem os temas em discussão.

 

Regime de avaliação contínua de acordo com o Regulamento Pedagógico da ULP.

Bibliografia principal

Ascott, Roy. [1968] "The Cybernetic Stance". In Leonardo Vol. 1. Pergamon Press, 1968

 

Benjamin, W. (1936) "A obra de arte na época da sua possibilidade de reprodução técnica" In A Modernidade. Ed. e Trad. João Barrento. Lisboa: Assírio & Alvim, 2007

 

Bogalheiro, M. (2017). ¿O Contemporâneo e o problema da representação: entre a imagem e a ficção¿. In Revista Contemporânea (Janeiro de 2017).

 

Bourriaud, Nicolas. (2005) Postproduction - Culture as screenplay: How art reprograms the world. Stenberg Press, 2005

 

Burnham, J. (1968) "Systems Esthetics". In Artforum.

 

Eco. U. (1962) A Obra Aberta. Lisboa: Relógio d'Água, 2016

 

Lippard, Lucy R. (1968) ¿The Dematerialization of Art¿. In Changing - Essays in art criticism. Paperback, 1971

 

Steyerl, Hito. [2015] "Too Much World: Is the Internet Dead?". In The Internet Does Not Exist. e-flux journal. Stenberg Press, 2015

 

Valéry, P. (1928) "A Conquista da Ubiquidade". In Revista de Comunicação e Linguagens, 34/35. Lisboa: Relógio d'Água, 2005

Horário de Atendimento

Nome do docente  

Horário de atendimento

Sala

Manuel Bogalheiro

14h - 16h, sextas-feiras

A designar mediante marcação com o docente por e-mail