Formação Experiencial: Origens, Definições e Práticas
Curso
Ciências da Educação (M) (ULP)
Grau|Semestres|ECTS
Mestrado | Semestral | 8
Ano | Tipo de unidade curricular | Lingua
1 |Obrigatório |Português
Total de horas de Trabalho | Tempo de Contacto (horas)
200 | 24
Código
ULP1651-3-14499
Disciplinas complementares recomendadas
Não aplicável
Modalidade de Ensino
Face-a-face
Precedências
Não
Estágio profissional
Não
Conteúdos Programáticos
1.Pós-modernidade e experiência humana.
2.História da formação experiencial e da aprendizagem experiencial: a tradição francófona versus a tradição anglo-saxónica.
3.Fundamentos teóricos da Formação experiencial:
3.1.A experiência prática e aprendizagem ¿ Dewey;
3.2.Aprendizagem experiencial centrada no aprendente - Lewin e Rogers;
3.3.Teoria da aprendizagem experiencial- Kolb;
3.4.A Andragogia- Knowles;
3.5.A experiencia e o desenvolvimento do pensamento crítico- Mezirow;
3.6.A teoria tripolar da formação:autoformação, heteroformação e ecoformação.
4.Fundamentos filosóficos da formação experiencial:
4.1.Experiência e formação, o romantismo alemão;
4.2.Experiência e formação, a perspetiva pragmática;
5.Os conceitos fundamentais no campo da formação experiencial: experiência, formação, aprendizagem experiencial, formação experiencial,participação guiada, saberes experienciais.
6.O sistema de Reconhecimento,Validação e Certificação de Competências(RCCC).
Práticas, processos, instru.
Objetivos
No final desta UC os mestrandos serão capazes de:
1.Conhecer as origens, os contextos, os processos, os protagonistas e os saberes da formação experiencial;
2.Conhecer os fundamentos teóricos da formação experiencial de adultos.
3.Distinguir conceitos essenciais da formação experiencial: experiencia, aprendizagem, educação formal e não formal; educação informal, aprendizagem experiencial, formação experiencial de adultos;
4.Distinguir formação experiencial de aprendizagem experiencial
5.Conhecer a história recente do reconhecimento e validação dos saberes experienciais ou adquiridos em Portugal.
6.Compreender as dimensões dos processos de RVCC: Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências em diversas modalidades institucionais;
Conhecimentos, capacidades e competências a adquirir
No final desta UC os mestrandos serão capazes de:
1.Reconhecer as potencialidades e os limites da formação experiencial, no contexto da educação ao longo da vida;
2.Analisar criticamente as práticas nacionais de Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências: metodologias e instrumentos utilizados;
3.Adquirir competências reflexivas de pesquisa;
4.Ser capaz de comunicar os seus conhecimentos e reflexões fundamentados a diferentes interlocutores;
5. Produzir trabalho individual e de grupo, com aplicação dos conceitos e teorias apreendidos ao longo da UC.
Metodologias de ensino e avaliação
As sessões serão predominantemente teórico-práticas e incluem: 1) apresentações teóricas e metodológicas pelo professor, seguidas de discussão pelos participantes, previamente preparados, no contexto de trabalho autónomo, através de leitura e análise crítica dos textos selecionados e disponibilizados pelo docente; 2) trabalho colaborativo e apresentações de pequeno grupo, de temas relevantes do programa seguidas por discussão, reflexão e síntese. 3) Uma síntese final e avaliação presencial, na última sessão do módulo, articulando experiências vividas com construção de conhecimentos e reflexão partilhada. A avaliação dos participantes contemplará: 1) a qualidade da sua participação nas sessões 10%; 2) a preparação e apresentação oral de um trabalho de grupo na aula, a partir de documentos referentes a conteúdos da UC 25%, 3) a elaboração de um trabalho individual escrito 65%.
Bibliografia principal
Carrè & P. Caspar (Dirs.). Tratado das ciências e das técnicas da formação. Lisboa: Piaget Editora, pp. 475-492.
Cavaco, C. (2002). Aprender Fora da Escola. Percursos de Formação experiencial. Lisboa: Educa.
Cavaco, C. (2007). Reconhecimento, validação e certificação de competências: Complexidade e novas actividades profissionais. Sísifo. R. C. Educação, 21-34. http://sisifo.fpce.ul.pt21
Courtois, B. & Pineau, G. (Org.) (1991). La formartion expériencielle des adultes. Paris: La Documentation Française.
Figari et al. (2006). A Avaliação das Competências e Aprendizagens Experienciais. Saberes, modelos e métodos. Lisboa: Educa.
Pires, A. (2007). Reconhecimento e validação das aprendizagens experienciais. Uma problemática educativa. Sísifo. R. C. Educação (2) 5-20. http://sisifo.fpce.ul.pt
Vale, A (2014). A Formação Experiencial: A vertente estigmatizada da formação de Adultos, Sensos, 39, 45-61.