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Universidade Lusófona do Porto

Uma ecologia das estéticas

A decorrer no âmbito do Ciclo de Conferências - Do Comum

Conferência

Data

Universidade Lusófona do Porto

12 Novembro 2019

Depois de 20 anos a trabalhar com diferentes comunidades (em Portugal, em Itália, nos Países Baixos, na Palestina e no Brasil) e de muitos anos a trabalhar em teatro e no cinema independente com atores profissionais e amadores, partilho uma reflexão sobre o meu percurso na criação artística marcado pela transdisciplinaridade. Com particular atenção ao mais recente espetáculo, Sequências Narrativas Completas, um solo a partir da obra homónima de Álvaro Lapa e que teve estreia no Teatro Nacional D. Maria II em março deste ano, penso a exigência e as possibilidades da criação coletiva e a sua relação com a ideia de trabalho e a transformação do tecido social. 

Num tempo marcado por profundas transformações políticas e pela silenciosa erosão das instituições da modernidade, como ensaiar uma ecologia das imagens e uma ética das estéticas, de modo a antevermos renovados modos de coabitação e de experiência partilhada?

Orador
João Sousa Cardoso (Realizador, encenador e professor da Universidade Lusófona do Porto)

Doutorado em Ciências Sociais, pela Universidade Paris Descartes (Sorbonne). Foi bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian entre 2006 e 2009. Encenou e interpretou Sequências Narrativas Completas, com estreia no Teatro Nacional D. Maria II em Lisboa, em 2019. Criou o espetáculo Raso como o Chão, a partir de Álvaro Lapa, no Auditório do Museu de Serralves, em 2018. Em 2016, encenou Os Pescadores a partir de Raul Brandão, estreado no Teatro Municipal do Porto. Desenvolveu a criação TEATRO EXPANDIDO! entre janeiro de dezembro de 2015, no Teatro Municipal do Porto. Em 2014, criou MIMA-FATÁXA, a partir de Almada Negreiros, coproduzido pelo Maria Matos Teatro Municipal, Teatro Viriato, Centro Cultural Vila Flor, Teatro Municipal da Guarda e Teatro Virgínia. Criou ainda os espetáculos Barulheira (2015) e Raso como o Chão (2012), ambos com estreia no Teatro Nacional São João, no Porto; A Carbonária (2008), com apresentação na Casa Conveniente, em Lisboa; e O Bobo (2006), com apresentações nas Universidades de Paris 3, Paris 4, Paris 8 e Paris 10 e estreia nacional no Teatro Taborda, em Lisboa. Autor dos filmes Cinema Mudo (2006), estreado no Auditório de Serralves, e 2+2 (2008), estreado no Jeu de Paume, em Paris. Realizou os filmes Baal a partir de Bertolt Brecht (2013), A Ronda da Noite a partir de Heiner Müller (2013) rodado no Cinema Batalha e A Santa Joana dos Matadouros a partir de Bertolt Brecht (2014) rodado no antigo Matadouro Industrial do Porto. Artista em residência na Fondazione Pistoletto (Itália), em 2002, e em Expédition – Plateforme Européenne d’Échanges Artistiques, a convite dos Laboratoires d’Aubervilliers, nas cidades de Amesterdão, Viena e Paris, entre 2007 e 2008. Integrou a exposição Às Artes, Cidadãos!, no Museu de Serralves, em 2010. Assinou a direção artística de Almada, Um Nome de Guerra/Nós Não Estamos Algures, a partir do mixed-media de Ernesto de Sousa dedicado a Almada Negreiros, no Museu de Serralves em 2012. Realizou, com André Sousa, o filme Na Selva das Cidades, rodado em São Paulo (Brasil), produzido por Oficina Cultural Oswald de Andrade e Casa do Povo em 2016. E em 2017 a exposição Breviário do Brasil na Oficina Cultural Oswald de Andrade. É professor na Universidade Lusófona e na Universidade do Porto. Escreve regularmente crítica e ensaio para várias publicações.