Universidade Lusófona do Porto

A infraestrutura ferroviária: presente e futuro

Reportagem sobre o evento "A Infraestrutura Ferroviária Portuguesa: presente e futuro."



A Engenharia Civil tem por objeto a conceção, o projeto e a execução de obras de diferentes tipos, nomeadamente de edifícios, obras hidráulicas e de saneamento, vias de comunicação e transportes, pontes e estruturas especiais.

A Licenciatura em Engenharia Civil da Universidade Lusófona do Porto consagra uma formação abrangente, que visa dotar os alunos de uma formação sólida, composta pelas ciências de base, pelos conhecimentos e teorias nos domínios tradicionais da Engenharia Civil e introduzir novas áreas de conhecimento, conteúdos científicos, ferramentas e tecnologias essenciais para o desenvolvimento da área. Nesta sessão, pretende-se analisar a atual situação da Infraestrutura Ferroviária Portuguesa e discutir qual poderá ser o papel do conjunto de investimentos que se avizinham nesta infraestrutura que é essencial para todos os cidadãos dos grandes centros populacionais.

Carlos Fernandes - Vice-Presidente do Conselho de Administração Executivo da Infraestruturas de Portugal (IP) - empresa responsável pela gestão do património imobiliário, com experiência na exploração comercial da rede de estações e interfaces de transporte, garantindo a sua eficiente utilização, valorização e rentabilização. Intervindo no Sistema de Transportes e no Ordenamento e Desenvolvimento Territorial.

No que concerne ao que foi apresentado, Carlos Fernandes propôs o "plano de investimentos ferrovia 2020", fundamentalmente focado no que ainda está por se fazer: resolução de problemas relacionados com os volts que cada comboio suporta, a desertificação do interior do pais, movimento incessante dos meios de transportes ferroviários no litoral (com especial atenção aos grandes centros urbanos), tornar uma hipótese mais usual a deslocação de mercadoria por comboio, como equilibrar a procura do cidadão comum português com os turistas que visitam o nosso pais.

Neste plano de investimentos ferrovia 2020, o vice-presidente da IP foi muito esclarecedor: "estamos a instalar em vários pontos de linha, sistemas de sinalização e trafego ferroviário¿, acrescentando que estão em ordem medidas para ¿o aumento do comprimento dos comboios de mercadorias para 750 metros¿, visto que as ¿mercadorias de Portugal para Espanha: 5% vão de comboio, as restantes de camião¿. É também o objetivo desta empresa trabalhar para o ¿aumento da competitividade da ferrovia reduzindo o custo de transporte¿.

E porque não só de desafios é feito as bases deste plano, foi também falado sobre os grandes investimentos programados. Em jeito de revelação, são vários os pontos de possível investimento: ¿o primeiro grande investimento programado será a melhoria da ligação ferroviária do norte e centro de Portugal, com a europa", reitera. Contudo, o nosso país é, cada vez mais, tópico de conversa e núcleo de visita e, por isso mesmo, "também nos investimentos programados, esta os investimentos na linha do norte: mais de 600 comboios circulam por dia e o troço com mais capacidade está o de ovar", acentuando a necessidade de uma intervenção.

Há, assim, na Universidade Lusófona do Porto, uma aposta clara na formação generalista, de forma a proporcionar aos futuros Engenheiros Civis um largo espectro de competências que, numa fase posterior, poderá ser complementado com conhecimentos mais focalizados em determinados domínios. Nos últimos anos, investiu-se muito pouco em material circulante. "É preciso lidar com o obsoletismo e mais uma vez a engenharia é chamada aqui", acentua.

O curso está adaptado à realidade atual, permitindo uma visão global da engenharia civil internacional, abrindo portas para uma carreira nacional e internacional. Por esta razão, e neste seguimento, Pedro Mêda - representante da Ordem dos Engenheiros da Região Norte - iniciou a sua participação numa reflexão sobre o passado do meio de transporte ferroviário, o que foi muito apreciado pelo público presente, visto que grande parte dele eram já membros do mercado de trabalho ou académicos que desenvolvem este tipo de temas. A falar do presente e a estimular o pensamento no futuro, o engenheiro confessou que o investimento é crucial. "Temos agora projetos tanto no metropolitano do porto como lisboa", para colmatar a necessidade da população. Com estas exigências do transporte urbano, é necessário continuar a olhar para o território. As interfaces e aqueles com pouco investimento podem funcionar como descongestionamento das cidades. E o meu ferroviário pode ajudar em muito neste parâmetro."

Também este, refletiu sobre o papel do turismo como uma alavanca para o futuro próspero. "Hoje em dia muito pela força do turismo, o elétrico esta na mota", confessando que "o porto vê-se com dificuldade na gestão da recuperação da operação" visto que "os elétricos estiveram muto tempo parados". No caso do outro principal centro populacional do nosso país, Lisboa foram encomendados 35 elétricos, para quase que exclusivo uso de turistas: "É uma realidade do nosso país", considerando que uma preparação dos novos engenheiros é crucial. "Num passado distante o turismo ferroviário não foi uma realidade (...) neste momento temos o douro recheado de transporte e serviços de turismo e é preciso começar a pensar no papel dos engenheiros neste âmbito".

Numa parte mais avançada da palestra e já por volta das 17 horas, foram levantadas algumas questões por parte do publico, entre temas como a interoperabilidade ferroviária, abertura da palestra ao debate, importância da ferrovia como uso turístico, desafios da velocidade, troços de linha específicos (Mangualde; Linha do tua) ou projetos de requalificação.