Universidade Lusófona do Porto

Os licenciados estão a sair para o mercado de trabalho com o perfil certo?

Questão abordada na conferência de Abertura do Ano Letivo de Gestão e Desenvolvimento de R.Humanos

Esta foi a questão abordada na conferência de Abertura do Ano Letivo de Gestão e Desenvolvimento de Recursos Humanos, acentuando as competências a se ter na entrada do mercado de trabalho. Dadas as relações com o mercado de trabalho, o curso de gestão oferece aos seus estudantes um contacto real com esse mercado, de forma a progredir para experiências profissionais mais estáveis.

Licenciada em Psicologia e Pós-Graduada em Gestão de Recursos Humanos, Isabel Meireles há mais de 30 anos que apoia as Empresas na identificação e seleção de profissionais que fazem a diferença. É responsável pela área de Recrutamento e Seleção da Região Norte - desde 2004- no grupo EGOR, sendo este um grupo multidisciplinar de consultores portugueses com forte cultura multinacional que reúne um vasto conjunto de profissionais especializados em todas as áreas de atividade na prestação de serviços de desenvolvimento de pessoas e negócios: recrutamento e seleção, formação e desenvolvimento, consultoria, trabalho temporário e outsourcing.

Realizado no dia 24 de outubro, terça-feira - pelas 15h - e, no comando da diretora executiva do grupo EGOR, a aula aberta parte da necessidade de responder a questões relacionadas com as competências do mercado, fazendo uma comparação entre as existentes e as que são mais requeridas, tendo, também, como objetivo o enquadramento daquilo que o mercado está a solicitar.

Visto a Universidade Lusófona do Porto, possui em alta adesão de alunos no curso de gestão e nas suas variadas vertentes: licenciatura em Gestão e Desenvolvimento de Recursos Humanos, Mestrado em Gestão- em articulação com as licenciaturas da Faculdade de Ciências Económicas, Sociais e da Empresa, entres outros, é essencial procurar dar resposta à rápida evolução das empresas no contexto socioeconómico atual.

Tendo em conta que este curso visa ao aprofundamento teórico, experimental e crítico dos conhecimentos do âmbito económico-empresarial, envolvendo de forma particular os Recursos Humanos, o Marketing, as Finanças, a Qualidade e a Segurança, a Competitividade e o Empreendedorismo, a Isabel Meireles foi a figura principal para os alunos laçarem algumas das suas dúvidas na discussão.

Tendo como ponto de partida as competências que os candidatos possuem e/ ou devem possuir, seja de forma mais inata ou através dos conhecimentos que adquirem durante a sua permanência no ensino superior, ficou muito presente a ideia de uma necessidade constante das empresas em procurarem profissionais com elevada qualificação e capacidades para intervirem na gestão de diferentes tipos de organização, nas suas diversas valências, dotados, ainda, da capacidade para proceder a investigação que conduza a uma maior performance das organizações em que estão envolvidos. "As pessoas que mais me marcaram (...) foram aquelas que pela sua capacidade de persuasão e conquista (...), ficaram-me na memória" revela, acentuado a importância da agilidade comunicacional numa entrevista de emprego. Autoestima, atitude, postura, posição vocal, são alguns conselhos que devem ser desenvolvidos, visto que são "processos que marcam a diferença". Um individuo que, nos dias de hoje, se candidata a um cargo numa multinacional deve estar artilhado de "hard skills" na tecnologias: domínio das ferramentas como o word e excel; formação digital; facilidade na linguagem (com prioridade para o inglês).

No que se relaciona com o mundo atual, seguido de uma lógica industrializada e, cada vez mais, dependente da tecnológica, Isabel Meireles é assertiva: "a nossa pegada digital é algo que nunca desaparece "e nota nas empresas já uma "atitude perante esta realidade", destacando que as redes sociais são, também um "espelho de quem está à sua frente" e, por isso, "É importante, é relevante pensar na pegada digital."